Levantamento florístico de um trecho de mata ciliar na mesorregião do Sertão Paraibano

Autores

  • Francione Gomes Silva Universidade Federal de Campina Grande -UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR, campus de Patos - PB. Herbário CSTR.
  • Risoneide Henriques da Silva Universidade Federal de Campina Grande -UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR, campus de Patos - PB. Herbário CSTR.
  • Rafael Medeiros de Araújo Universidade Federal de Campina Grande -UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR, campus de Patos - PB. Herbário CSTR.
  • Maria de Fátima Araújo Lucena Universidade Federal de Campina Grande/UFCG, Centro de Saúde e Tecnologia Rural, Herbário CSTR, Laboratório de Botânica,
  • Jair Moíses de Sousa Universidade Federal de Campina Grande/UFCG, Centro de Saúde e Tecnologia Rural, Herbário CSTR, Laboratório de Botânica,

Palavras-chave:

Caatinga, Rio Piranhas, Vegetação

Resumo

Mata ciliar é o conjunto de formações vegetacionais que margeiam os corpos d’água, desempenhando um importante papel na manutenção de ecossistemas associados.  No Nordeste do Brasil e, em especial, no estado da Paraíba, os estudos sobre a flora das matas ciliares ou ripárias são escassos. O presente trabalho teve como objetivo realizar levantamento florístico em um trecho de mata ciliar no Rio Piranhas, mesorregião do Sertão Paraibano. O estudo foi realizado no período de agosto de 2013 a dezembro 2014 em uma área de 6 km de extensão às margens do rio, situado no município de São Bento, PB. O material botânico foi identificado a partir de análises morfológicas, por comparação com exsicatas do acervo do Herbário do Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR), bibliografias especializadas, consulta a guias de imagens e chaves de identificação. Foram registradas 105 espécies, distribuídas em 88 gêneros e 44 famílias, dentre elas Fabaceae (20 spp.) foi a mais representativa, seguida por Malvaceae (oito spp.), Euphorbiaceae (sete spp.) e Poaceae (cinco ssp.). Amaranthaceae, Cucurbitaceae, Lamiaceae, Phytolacaceae, Sapindaceae, Solanaceae e Verbenaceae apresentaram três espécies cada, enquanto que para as demais famílias foram encontrados valores inferiores a três espécies. A importância do rio para a região associada à riqueza florística encontrada, alertam para o planejamento e execução de ações visando sua recuperação e conservação.

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Biografia do Autor

Francione Gomes Silva, Universidade Federal de Campina Grande -UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR, campus de Patos - PB. Herbário CSTR.

Aluno do curso de graduação em ciências biológicas do Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR/UFCG, atuou como voluntário no Projeto Integrado de Plantas Medicinais do CSTR, realizou estudos sobre a Abundância e sazonalidade de coleópteros na caatinga e em Floreta Ciliar. Atualmente é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência - PIBID/UFCG, subprojeto Biologia/Patos - PB e realiza trabalhos de florística e taxonomia em áreas de Florestas Ciliares.

Risoneide Henriques da Silva, Universidade Federal de Campina Grande -UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR, campus de Patos - PB. Herbário CSTR.

Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Campina Grande,Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR). Tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Etnobotânica e Florística de Mata Ciliar.

Rafael Medeiros de Araújo, Universidade Federal de Campina Grande -UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR, campus de Patos - PB. Herbário CSTR.

Aluno do curso de Licenciatura em Ciências Biologicas pela Universidade Federal de Campina Grande-UFCG/Centro de Saúde e Tecnologia Rural-CSTR, campus Patos, PB, desenvolve trabalho na área da botanica com herbaceas da caatinga.

Maria de Fátima Araújo Lucena, Universidade Federal de Campina Grande/UFCG, Centro de Saúde e Tecnologia Rural, Herbário CSTR, Laboratório de Botânica,

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Mestrado em Botânica por esta mesma instituição. Doutorado em Biologia vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco(2009). Atualmente é Professor adjunto da Universidade Federal de Campina Grande-PB. Desenvolve e participa de projetos que enfocam pesquisas com Taxonomia de Fanerógamas na região Nordeste, atuando principalmente em estudos sobre a família Euphorbiaceae no semiárido brasileiro. Atua ainda em parcerias com projetos de florística em áreas prioritárias para conservação dos biomas Caatinga e Floresta Atlântica, incluindo áreas de inselbergues.

Jair Moíses de Sousa, Universidade Federal de Campina Grande/UFCG, Centro de Saúde e Tecnologia Rural, Herbário CSTR, Laboratório de Botânica,

Professor Assistente na Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Saúde e Tecnologia Rural, Campus de Patos e Coordenador do Laboratório de Epistemologia e História da Biologia - LEHBio. Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba e Mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Desenvolve trabalhos nas áreas de: Ensino de Ciências e Biologia, História e Filosofia da Biologia sob as bases do Pensamento Complexo e Epistemológico

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Publicado

2015-12-16

Como Citar

Silva, F. G., da Silva, R. H., de Araújo, R. M., Lucena, M. de F. A., & Sousa, J. M. de. (2015). Levantamento florístico de um trecho de mata ciliar na mesorregião do Sertão Paraibano. Revista Brasileira De Biociências, 13(4). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/114719

Edição

Seção

Artigos