Estrutura da comunidade arbórea em uma floresta paludosa de restinga na planície costeira do sul do Brasil
Parole chiave:
Mata Atlântica, fitossociologia, floresta inundável, diversidade alphaAbstract
As florestas de restinga desenvolvem-se em condições ambientais que as tornam peculiares quando comparadas a outras formações florestais atlânticas. Neste estudo, avaliamos a composição, a diversidade e os descritores fitossociológicos da comunidade arbórea de uma floresta paludosa de restinga no litoral norte do Rio Grande do Sul. Indivíduos com DAP (diâmetro a altura do peito) ≥ 5 cm foram amostrados em 50 parcelas de 10 x 10 m, alocadas no interior de um remanescente florestal. Avaliamos a diversidade arbórea através da riqueza, índice de Shannon (H’) e equabilidade de Pielou (J). Produzimos gráficos de distribuição dos diâmetros e alturas dos indivíduos e um perfil da vegetação. Foram amostrados 1.027 indivíduos, distribuídos em 38 espécies. Myrcia brasiliensis Kiaersk., Ocotea pulchella (Nees & Mart.) Mez e Guarea macrophyla Vahl foram as espécies de maior importância na comunidade, as primeiras ocorrendo no estrato superior e a última predominantemente no estrato inferior da floresta. A baixa riqueza de espécies e os baixos índices de diversidade (H’ = 2,75 nats.ind.-1, J = 0,75), bem como a dominância de algumas espécies, corrobora o padrão encontrado em florestas paludosas do sul e sudeste do Brasil e evidencia a particularidade desta floresta quando comparada as florestas atlânticas adjacentes, mais diversas e desenvolvidas.
