Avaliação da influência do tempo de exposição de Tradescantia pallida var. purpurea para biomonitoramento da genotoxicidade do ar atmosférico
Parole chiave:
bioensaio Tradescantia, biomonitor, micronúcleos, qualidade do ar, risco genotóxicoAbstract
Tradescantia pallida (Rose) D.R. Hunt var. purpurea Boom é utilizada para avaliação da genotoxicidade do ar atmosférico, devido à formação de micronúcleos (MCN) em tétrades meióticas após exposição aguda. O estudo visou a investigar se existe relação quantitativa entre a formação de micronúcleos e o número de horas de exposição aguda dos ramos com botões florais ao ar, em ambiente natural bem como em condições controladas. No bioensaio I, ramos contendo botões florais foram expostos por 8, 24 ou 32 h ao ar em São Leopoldo, Sul do Brasil, e em ambiente fechado, de abril de 2012 a janeiro de 2013, com periodicidade trimestral. No bioensaio II, a exposição de ramos com botões florais por 8 h ao ar em São Leopoldo e em ambiente fechado se deu de maio de 2013 a fevereiro de 2014, a cada trimestre. A formação de MCN não se relacionou com o tempo de exposição, pois não foram verificadas diferenças significativas entre as frequências de MCN observadas nos botões florais expostos por 8, 24 ou 32 h ao ar em São Leopoldo (médias de 4,8; 4,8 e 4,2), bem como no ambiente fechado (médias de 1,6; 1,5 e 1,3). Os botões florais expostos por 8 h apresentaram frequências de MCN significativamente superiores (1,6 a 7,8) àquelas do controle negativo (1,2 a 2,0) em seis das oito exposições, evidenciando a genotoxicidade do ar em São Leopoldo. Aponta-se para a importância do bioensaio de MCN em T. pallida var. purpurea para compor diagnósticos ambientais.
