Levantamento florístico em três áreas úmidas (banhados) no Planalto de Santa Catarina, Sul do Brasil
Mots-clés :
Campos úmidos, macrófitas aquáticas, Campos de Cima da Serra.Résumé
Os objetivos deste estudo foram identificar espécies vegetais em três áreas úmidas; analisar a frequência, a forma de vida e o hábito das espécies; propor uma divisão artificial em classes de altura e relacionar as espécies identificadas às suas potencialidades econômicas e indicações de conservação. O levantamento foi realizado por meio de transecções, no período de agosto/2011-janeiro/2013. A frequência foi dividida em três categorias (rara/comum/abundante); as formas de vida e hábito foram verificadas em observações in loco e citações das espécies na literatura; as classes de altura foram determinadas por uma divisão artificial em quatro estratos; as potencialidades de uso econômico das espécies e sua “indicação de conservação” foram avaliadas pela citação das espécies em trabalhos científicos e na legislação. Foram registrados 156 táxons, distribuídos em 96 gêneros e 47 famílias. As famílias de maior riqueza específica foram Poaceae (26 spp.), Asteraceae (23) e Cyperaceae (23), enquanto 24 famílias foram representadas por uma espécie cada. A maior parte das espécies foi classificada como de freqüência comum (77); as formas de vida mais comuns foram anfíbias (107) e emergentes (30), assim como o hábito herbáceo (124). A classe de altura que abrigou o maior número de espécies foi a III (≥ 50 e < 100 cm). Entre as espécies com potencial de uso (58), se destacaram as bioativas (27) e foram observadas também espécies ameaçadas de extinção (quatro), endêmicas (três), espécies caracterizadas como indicadores de estado de conservação de campos de altitude (38) e espécies indicadoras de turfeiras (quatro). Os resultados indicam que a preservação dessas áreas é importante, não somente pela diversidade que elas abrigam, mas pelo potencial das espécies relacionadas ao uso econômico e conservacionista.
