Estrutura da sinúsia herbácea em Floresta Ombrófila Mista no Parque Nacional de Aparados da Serra, sul do Brasil

Auteurs-es

  • Vanilde Citadini-Zanette
  • Jader Lima Pereira
  • João André Jarenkow
  • Alecsandro Schardosim Klein
  • Robson Santos

Mots-clés :

estrutura comunitária, formas biológicas, diversidade, ervas terrícolas, Floresta com Araucária

Résumé

A sinúsia herbácea terrícola é apontada como um importante parâmetro indicador do grau de conservação florestal, pois geralmente responde a distúrbios de forma distinta das espécies arbóreas. O presente estudo foi realizado no Parque Nacional de Aparados da Serra, Cambará do Sul, Rio Grande do Sul, com o objetivo de descrever a florística, a estrutura e o espectro biológico da sinúsia herbácea, tomando-a como indicador do grau de conservação. O levantamento foi realizado em 30 unidades amostrais, nas quais anotamos a presença das espécies herbáceas terrícolas e sua respectiva cobertura. A florística foi complementada com coletas de espécies nos arredores das unidades amostrais. Inventariamos 31 espécies, 28 Angiospermae e três Pteridophyta, com a ocorrência de 26 dessas nas unidades amostrais. A alta cobertura e frequência de Ichnanthus pallens (Sw.) Benth., respectivamente com 98% e 93,33%, seguida de Coccocypselum reitzii L. B. Sm. et Downs, com 66% e 100%, as destacaram na fisionomia e na estrutura da sinúsia. A diversidade específica (H’) foi de 2,639 (nats) e a equabilidade (J’) de 0,810. A forma de vida mais frequente foi a hemicriptófita. Os resultados apontam uma sinúsia herbácea rica e densa, mas alterada por distúrbios naturais e antrópicos, e dentre estes, estão principalmente os provocados pelo gado, que deve ser removido da área florestal da Unidade de Conservação.


 

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Publié-e

2011-03-02

Comment citer

Citadini-Zanette, V., Pereira, J. L., Jarenkow, J. A., Klein, A. S., & Santos, R. (2011). Estrutura da sinúsia herbácea em Floresta Ombrófila Mista no Parque Nacional de Aparados da Serra, sul do Brasil. Revista Brasileira De Biociências, 9(1). Consulté à l’adresse https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/115401

Numéro

Rubrique

Artigos