Decomposição de serapilheira foliar em três sistemas florestais no Sudoeste da Bahia

Autores/as

  • Helane França Silva Mestranda em Engenharia Florestal, UFLA.
  • Patrícia Anjos Bittencourt Barreto Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Agrícola e Solos (DEAS), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
  • Glauce Taís de Oliveira Sousa Mestranda em Ciências Florestais, UNB.
  • Gileno Brito Azevedo Mestrando em Ciências Florestais, UNB.
  • Emanuela Forestieri Gama-Rodrigues Professora Associada do Laboratório de Solos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)
  • Francisco Garcia Romeiro Barbosa Oliveira Gestor técnico do Projeto Mata Branca - GEF

Palabras clave:

folhedo, Floresta Estacional Semidecidual, jaqueira, plantio florestal.

Resumen

O processo de decomposição influencia o funcionamento de ecossistemas florestais, pois regula o acúmulo de matéria orgânica no solo e a ciclagem de nutrientes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a decomposição da serapilheira foliar de um fragmento de floresta nativa (Floresta Estacional Semidecidual Montana) e dois plantios florestais, um plantio de espécies nativas [Ipê roxo (Tabebuia impetiginosa), Ipê amarelo (Tabebuia serratifolia), Ipê branco (Tabebuia roseo-alba), Sete-cascas (Alchornea triplinervia) e Aroeira (Astronium urundeuva)] e um plantio de jaqueira (Artocarpus heterophyllus). A decomposição foi avaliada a partir da utilização de bolsas de náilon contendo cerca de 10 g de material foliar. As coletas ocorreram aos 30, 60, 90, 120, 150 e 180 dias após a instalação. Foram estimados o percentual de massa remanescente, as taxas de decomposição (k) e o tempo de meia vida do folhedo (t1/2). Ao final do experimento, no plantio de jaqueira mais de 50% do material foliar foi decomposto, enquanto na floresta nativa e no plantio de nativas ocorreu decomposição de 34 e 35%, respectivamente. O coeficiente k foi maior para o plantio de jaqueira (0,0033 g·g-1·dia), seguido da floresta nativa (0,0023 g·g-1·dia) e do plantio de nativas (0,0019 g·g-1·dia). O tempo de meia vida foi de 210,04 dias (plantio jaqueira), 364,81 dias (plantio de nativas) e 301,37 dias (floresta nativa). A serapilheira foliar do plantio de jaqueira apresenta decomposição mais acelerada, em relação ao plantio de espécies florestais nativas e a floresta nativa. O processo de decomposição é influenciado não apenas pela qualidade do folhedo, mas também pela qualidade do microambiente de determinado povoamento florestal.

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Biografía del autor/a

Patrícia Anjos Bittencourt Barreto, Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Agrícola e Solos (DEAS), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

Engenheira Florestal, Dra., Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Agrícola e Solos

ÁREA: Balanço e ciclagem de nutrientes em ecossistemas florestais

Publicado

2014-09-30

Cómo citar

Silva, H. F., Barreto, P. A. B., Sousa, G. T. de O., Azevedo, G. B., Gama-Rodrigues, E. F., & Oliveira, F. G. R. B. (2014). Decomposição de serapilheira foliar em três sistemas florestais no Sudoeste da Bahia. Revista Brasileira De Biociências, 12(3). Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/114838

Número

Sección

Artigos