Atividade antiproliferativa e determinação dos compostos fenólicos de extratos aquosos de amoreira-preta (Rubus sp.) pelo sistema teste in vivo de Allium cepa L.

Autores

  • Carmine Aparecida Lenz Hister
  • Marina Pasqualli Universidade Federal de Santa Maria
  • Kássia Cauana Trapp Universidade Federal de Santa Maria
  • Raquel Stefanello Universidade Federal de Santa Maria
  • Aline Augusti Boligon Universidade Federal de Santa Maria
  • Marli Makito Anraku de Campos Universidade Federal de Santa Maria
  • Solange Bosio Tedesco Universidade Federal de Santa Maria

Palavras-chave:

Amora, Cebola, Cromatografia, Genotoxicidade, Índice mitótico

Resumo

O presente trabalho teve o propósito de avaliar o potencial antiproliferativo e genotóxico de extratos aquosos de folhas frescas e secas de Rubus sp. sobre a divisão meristemática de pontas de raízes de Allium cepa, bem como os compostos fenólicos presentes nos referidos extratos. Os extratos aquosos foram preparados por infusão de folhas frescas de amoreira coletadas no município de Santa Maria – RS e de folhas secas em Nova Palma – RS, em duas concentrações. Água destilada foi usada como controle negativo e glifosatos 1% como controle positivo. Os compostos fenólicos foram determinados por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Foram analisadas 4000 células por tratamento. A análise estatística foi realizada pelos testes Tukey e Scott-Knott (p < 0,05). Os extratos aquosos, tanto de folhas frescas como de folhas secas, nas duas concentrações inibiram a proliferação celular, não diferindo significativamente entre si, mas diferindo dos controles. Por CLAE, o extrato aquoso de folhas secas apresentou maior quantidade total de compostos fenólicos. A quercetina foi o elemento encontrado em maior quantidade no extrato de folhas secas e o ácido cafeico foi predominante no extrato de folhas frescas. Assim, conclui-se que os extratos aquosos de folhas frescas e secas de amoreira-preta tem intensa ação antimitótica, mas não genotóxica pelo sistema teste in vivo vegetal.

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Biografia do Autor

Marina Pasqualli, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (2014). Possui Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Agrobiologia (2016), na área de Citogenética Vegetal e Genotoxicidade.

Kássia Cauana Trapp, Universidade Federal de Santa Maria

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Agrobiologia da Universidade Federal de Santa Maria. Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Maria (RS). Bolsista do Laboratório de Citogenética Vegetal e Genotoxicidade, trabalhando em projetos de caracterização citogenética e análise de potencial genotóxico de plantas medicinais.

Raquel Stefanello, Universidade Federal de Santa Maria

Atualmente, trabalha como Bióloga no Departamento de Biologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Possui graduação em Ciências Biológicas, mestrado e doutorado em Agronomia (área Produção Vegetal) na UFSM.

Aline Augusti Boligon, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (2007). É Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Santa Maria, títulos obtidos em 2010 e 2014, respectivamente. Atualmente é Pós-doutoranda em Ciências Farmacêuticas na UFSM. Tem experiência em Fitoquímica.

Marli Makito Anraku de Campos, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Farmácia (Análises Clínicas) pela Universidade de São Paulo - USP (2001). Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Santa Maria. Exerce o cargo de Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas.

Solange Bosio Tedesco, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Santa Maria. Possui experiência na área de Genética, com ênfase em Citogenética Vegetal.

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Publicado

2017-03-14

Como Citar

Hister, C. A. L., Pasqualli, M., Trapp, K. C., Stefanello, R., Boligon, A. A., de Campos, M. M. A., & Tedesco, S. B. (2017). Atividade antiproliferativa e determinação dos compostos fenólicos de extratos aquosos de amoreira-preta (Rubus sp.) pelo sistema teste in vivo de Allium cepa L. Revista Brasileira De Biociências, 15(1). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/114652

Edição

Seção

Artigos