Base Curricular Nacional: reflexões sobre autonomia escolar e o Projeto Político-Pedagógico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21573/vol33n22017.70269

Palavras-chave:

Base Nacional Curricular Comum, autonomia da escola, Projeto Político-Pedagógico.

Resumo

O presente artigo trata da discussão atualmente em curso na educação brasileira sobre a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que motiva muitas preocupações, em especial no que tange à autonomia escolar e ao projeto de cada escola, aspectos fundamentais para um trabalho de qualidade que valorize a diversidade cultural. Neste artigo indagamos sobre as pretensões da BNCC, por meio de pesquisa bibliográfica, salientando, apesar da importância de existir uma base comum nacional, é necessário que exista a complementação com a realidade de cada escola, apontando assim, para a liberdade que as instituições devem ter na construção de seu próprio currículo, pois cada realidade é única e deve ser considerada. É neste aspecto que defendemos a necessidade de diálogo entre o Currículo Nacional e o Projeto Político-Pedagógico das escolas.

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Biografia do Autor

Rita de Kássia Cândido, UNESP

Política e Gestão Educacional

João Augusto Gentilini

Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, é também  docente aposentado da FCL/UNESP/Araraquara e docente colaborador do Programa de Pós-Graduação do programa em Educação Escolar.

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Publicado

2017-09-01

Como Citar

Cândido, R. de K., & Gentilini, J. A. (2017). Base Curricular Nacional: reflexões sobre autonomia escolar e o Projeto Político-Pedagógico. Revista Brasileira De Política E Administração Da Educação, 33(2), 323–336. https://doi.org/10.21573/vol33n22017.70269