Bloco da Laje, Porto Alegre/RS: intervenção urbana como prática espacial autônoma na formação de um território de resistência cultural
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.136822Palavras-chave:
Prática espacial autônoma, Carnaval, Bloco da Laje, Território de resistência culturalResumo
A cultura popular, historicamente subjugada pelos interesses dos poderosos e detentores dos meios de produção, enfrenta constantes desafios de legitimação e preservação de suas raízes. Este é o caso do carnaval brasileiro, uma prática enraizada desde os tempos imperiais, sujeita a ataques variados ao longo dos anos. No entanto, as intervenções urbanas praticadas pelo carnaval, sejam em ensaios ou em saídas oficias, realizam uma prática espacial autônoma, contrária à heteronomia e defensora de heterotopias. Tais práticas, ao se apropriarem do espaço, constituem territorialidades, ou seja, o atributo do território, de resistência cultural, assim se cria o território de resistência cultural, que possuirá relações horizontalizadas, sendo voz na defesa dos direitos identitários da coletividade e na luta por relações mais igualizadas. O foco do estudo recai sobre o Bloco da Laje, sediado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e possuidor de forte viés de contestação do status quo. Esse Bloco exemplifica a autonomia do carnaval, contribuindo para a formação de um território de resistência cultural. Suas práticas, manifestadas em ensaios e saídas oficiais, não apenas ressoam como voz na defesa dos direitos identitários coletivos, mas também protagonizam a luta por relações mais igualitárias.
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Aceito 2025-03-23
Publicado 2025-07-04

