Potencial geoturístico e geoconservação na Foz do Rio Tapajós: reflexões e possibilidades

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-0003.152999

Palavras-chave:

Geodiversidade, Geoconservação, Geoturismo, Foz do rio Tapajós, Amazônia

Resumo

A busca por soluções para os problemas ambientais, em escalas global e local, exige abordagens interdisciplinares e participativas. Isso se deve ao fato de que as questões ambientais, sob uma perspectiva sistêmica, envolvem dimensões ecológicas, sociais e culturais interdependentes. No contexto da conservação do meio físico, o geoturismo tem se consolidado como uma estratégia de geoconservação capaz de contribuir para o desenvolvimento local sustentável. Na Amazônia, a região da foz do rio Tapajós, no estado do Pará, apresenta grande potencial para o desenvolvimento dessa prática em razão da diversidade de seus atrativos naturais e da atividades turística. Este trabalho teve como objetivo analisar a percepção dos moradores e dos profissionais do turismo sobre o potencial geoturístico dos atrativos naturais da região da foz do rio Tapajós. A metodologia combinou métodos mistos, abordagem qualitativa e princípios da aprendizagem social. Os resultados permitiram identificar áreas de potencial interesse geoturístico e evidenciaram que os principais atrativos turísticos da região estão associados aos elementos da geodiversidade. Além disso, possibilitaram sistematizar a percepção dos participantes acerca da geodiversidade local e da geoconservação, destacando o reconhecimento da importância da pesquisa científica, da interpretação ambiental e da participação das comunidades locais no planejamento e na implementação de estratégias voltadas à valorização, conservação e uso sustentável do patrimônio natural.

 

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Biografia do Autor

Deize de Souza Carneiro Adams, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Geografia (UFAM), mestrado em Geografia (UFF) e doutorado (UFRGS). É docente da Universidade Federal do Oeste do Pará. Tem experiência nas áreas de Geomorfologia, morfodinâmcia, geomorfologia fluvial, pedologia e geografia física da Amazônia; Educação ambiental e Geoconservação; Educação e cultura; Relações Étnico-raciais.

Sandra Maria Sousa da Silva, Universidade Federal do Oeste do Pará

Bacharela em Turismo pela Universidade Federal do Pará, Mestra em Ciências Florestais e Ambientais pela Universidade Federal do Amazonas e doutora em Ciências Ambientais pelo Programa de Pós-graduação Sociedade, Natureza e Desenvolvimento, pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Professora associada I da UFOPA, atuando nos cursos de graduação: Bacharelado em Turismo e Bacharelado Interdisciplinar em Ciências Ambientais e na Pós-Graduação no Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional - Profiap. Pesquisadora dos Grupos de Pesquisa: "Rede Internacional de Pesquisa Turismo e Dinâmicas Socioterritoriais Contemporâneas" e "Turismo, Cultura e Meio Ambiente -Labcultur". Tem experiência na área de Turismo, atuando principalmente nos seguintes temas: planejamento, comunidades tradicionais (turismo em comunidades), sustentabilidade e capital social.

Ulisses Franz Bremer, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Geógrafo (UFRGS) e Engenheiro Agrônomo (UFLA), Doutor em Solos e Nutrição de Plantas (UFV). Professor permanente no Posgea-UFRGS e nos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Geografia (UFRGS). Atua em linhas de pesquisa nos campos da geoecologia, ecogeografia, hidrogeografia e mudanças no uso da terra

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Publicado

31-08-2026

Como Citar

ADAMS, Deize de Souza Carneiro; SILVA, Sandra Maria Sousa da; BREMER, Ulisses Franz. Potencial geoturístico e geoconservação na Foz do Rio Tapajós: reflexões e possibilidades. Para Onde!?, Porto Alegre, v. 20, n. 2, 2026. DOI: 10.22456/1982-0003.152999. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/paraonde/article/view/152999. Acesso em: 3 set. 2026.

Edição

Seção

Artigos
Recebido 2026-01-19
Aceito 2026-07-06
Publicado 2026-08-31