O corpo como território e lugar a partir da perspectiva de quilombos
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.145292Palavras-chave:
Corpo, Quilombos, Negro, Lugar, TerritórioResumo
O reconhecimento de quilombos é um assunto que segue em pauta no Brasil, sobretudo decorrente de muitos conflitos de interesses pelo território. Enquanto as definições de quilombo remetem a um espaço de resistência destinado à prática das tradições e culturas dos povos tradicionais quilombolas, oriundo da fuga dos negros para espaços distantes e isolados, no período histórico que remete ao do sistema colonial de mão de obra escrava no Brasil, o sujeito social identificado e declarado como negro, sente no corpo o que é ser espaço de resistência e de práticas culturais de suas origens. Resistência esta, frente ao racismo estrutural, que após séculos, ainda apresenta traços fortes do colonialismo. E práticas culturais, estas, que dizem respeito às tradições do povo negro, que, sobretudo, que muito contribuíram e contribuem para formação da identidade e cultura brasileira ao longo do processo histórico deste território. Dada esta resistência e as práticas culturais do povo negro, cabe então, apontar o negro em si como quilombo de resistência. Este trabalho tem o objetivo de apresentar aspectos da presença do negro no espaço social, com a finalidade de apontar esta presença como representação de um quilombo de resistência, não como território, mas como seu próprio corpo em si.
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