Os Planos Municipais da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul como instrumento de política pública ambiental: panorama, desafios e potencialidades

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-0003.153357

Palavras-chave:

Mata Atlântica, Desmatamento, Observatório PMMA, Planejamento ambiental

Resumo

A Mata Atlântica é reconhecida como um dos biomas mais ricos em biodiversidade e, simultaneamente, um dos mais ameaçados do planeta, abrangendo uma complexa diversidade de ecossistemas e desempenhando papel fundamental na manutenção dos serviços ecossistêmicos e na regulação climática. Diante da contínua degradação de seus remanescentes e dos desafios adicionais impostos pelas mudanças climáticas, torna-se imprescindível a adoção de instrumentos de planejamento capazes de articular a conservação ambiental ao desenvolvimento territorial no âmbito local. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o panorama dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMAs) no estado do Rio Grande do Sul, a partir de dados disponíveis em repositórios oficiais, como o Observatório PMMA, articulando essas informações com dados de desmatamento provenientes de bases públicas, em especial do Programa de Monitoramento do Desmatamento da Vegetação Nativa por Satélite (PRODES/INPE). Os resultados indicam que o Rio Grande do Sul figura entre os estados com maiores taxas acumuladas de desmatamento da Mata Atlântica desde 2001, ao mesmo tempo em que apresenta baixa adesão à implementação dos PMMAs, com apenas seis municípios possuindo planos implantados, em fase de implantação ou em elaboração, de um total de 337 onde o bioma predomina. Esse descompasso entre a magnitude da pressão sobre a vegetação nativa e a adoção de instrumentos de planejamento ambiental municipal evidencia fragilidades na consolidação dos PMMAs como política pública efetiva no estado.

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Biografia do Autor

Cássio Adílio Hoffmann Oliveira, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Doutorando em Sensoriamento Remoto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS (2026). Mestre em Ambiente e Sustentabilidade pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul- UERGS (2025). Pós-graduado em Gestão de Recursos Hídricos (2025), bacharel em Gestão Ambiental (2023) e em Ciências Biológicas (2025). Possui experiência em gestão e manejo de Áreas Protegidas, com ênfase em Unidades de Conservação, atuando em projetos de geoprocessamento e sensoriamento remoto aplicado à análise da vegetação, recursos hídricos e planejamento ambiental.

Márcia dos Santos Ramos Berreta, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Doutora em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2013), com período de doutorado sanduíche na Université du Maine (França, 2012) e mestrado na mesma instituição (UFRGS, 2007). Possui graduação em Bacharelado em Geografia pela UFRGS (2005) e em Estudos Sociais pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL, 1991). Sua atuação e linhas de pesquisa são voltadas à Análise Ambiental, integrando o Laboratório de Gestão Ambiental e Negociação de Conflitos (GANECO/CNPq). As temáticas de suas pesquisas são: Gestão de Recursos Hídricos, Estudos de Análise da Paisagem, Gestão de Unidades de Conservação, Territorialidade e Identidade; Serviços Ecossistêmicos.

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Publicado

30-07-2026

Como Citar

HOFFMANN OLIVEIRA, Cássio Adílio; DOS SANTOS RAMOS BERRETA, Márcia. Os Planos Municipais da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul como instrumento de política pública ambiental: panorama, desafios e potencialidades. Para Onde!?, Porto Alegre, v. 20, n. 2, 2026. DOI: 10.22456/1982-0003.153357. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/paraonde/article/view/153357. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos
Recebido 2026-02-02
Aceito 2026-05-14
Publicado 2026-07-30