As espacialidades da infância e o papel do brincar na geografia
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.145896Palavras-chave:
Geografia da Infância, Espaço Geográfico, BrincadeiraResumo
A criança é um sujeito social histórico e guarda a condição de re(produtora) do espaço geográfico. Uma das formas pelas quais a criança produz espacialidades é por meio da brincadeira. Este artigo de revisão teórica e argumentativa parte do pressuposto de compreender o que é o brincar para a criança, utilizando, para isso, a perspectiva psicanalítica. Discorre sobre a relação espaço e criança, percebendo como se dá o processo de apropriação e constituição das espacialidades. Realiza uma retomada das concepções da Geografia da Infância e apresenta argumentos acerca das vivências espaciais da infância. Tal abordagem possui importância, dada a necessidade de se incluir a criança e as perceptivas da infância nos estudos geográficos. A criança produz territórios e ressignifica o espaço através de suas ações, e a brincadeira assume uma posição central nesse contexto. A infância, enquanto construção social, é sempre múltipla, assim como as espacialidades infantis fundadas no brincar são diversas. Em sua diversidade, as crianças constroem espaços imaginados que, muitas vezes, tornam-se incompreendidos ao olhar acostumado do adulto.
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Copyright (c) 2025 Luana Caroline Künast Polon

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Aceito 2025-09-02
Publicado 2025-10-23

