ESSE AGORA NÃO É DE HOJE: O COLORISMO DOS CORPOS NEGROS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.138049Palavras-chave:
Livro Didático de Geografia, Colorismo, CorposResumo
Este texto tem a intenção de tensionar as imagens dos corpos negros dos livros didáticos de Geografia através do discurso do colorismo para subjetivar a negritude dos estudantes. É preciso apreender o livro didático enquanto um artefato cultural, sendo um meio estratégico para moldar a forma de percepção, de categorização, de interpretação e de memória coletiva, tornando a obra didática uma delineadora de identidades que produz e reproduz memórias coletivas. Para alcançar os objetivos desse trabalho busca-se apoio no caminho metodológico da pesquisa pós-crítica por convocar para um olhar reflexivo aos contextos e realidades apresentadas, possibilitando uma ruptura da visão colonial que atravessa nossas subjetividades e impede a produção de pesquisas binárias e fixas. Os referenciais teóricos prévios para esta pesquisa serão aproximados dos Estudos Étnico-Raciais, Estudos Decoloniais e Estudos Pós-Críticos a partir de autores como Cida Bento, Sueli Carneiro, Renato Émerson dos Santos, Marlucy Alves Paraíso, Wenceslao Machado de Oliveira Jr., Michel Foucault, entre outros pesquisadores que contribuíram com essa pesquisa. Olhares iniciais nos livros didáticos apontam o colorismo e o racismo ainda se fazem presentes a partir de um discurso colonial em que as imagens de corpos negros recebem tratamento diferenciado dado a pessoas com base na tonalidade de sua pele, aparecendo por meio do processo de embranquecimento e segregação da população negra, valorizando o ideal de brancura e negando a identidade baseada na negritude.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Taís de Medeiros Silva, Ivaine Maria Tonini

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Aceito 2025-11-17
Publicado 2026-01-31

