Estudo antropológico sobre a construção de uma intimidade feminina através da publicidade e propaganda

Autores

  • Januária Monteiro Menegotto BIEV/PPGAS/UFRGS
  • Ana Luiza Carvalho da Rocha BIEV/PPGAS/UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.9392

Resumo

Quando iniciei meu trabalho com as Revistas do Globo no Banco de Imagens e Efeitos Visuais não tinha muita idéia das possibilidades e das "revelações" que encontraria dentro daquelas velhas e amareladas revistas. As primeiras imagens a serem cadastradas já me despertavam muitas dúvidas e curiosidades a respeito da vida da época, suas sociabilidades, seus grupos, seus padrões, seus estilos de vida... Aos poucos, trabalhando mais especificamente com os anúncios publicitários, fui percebendo que ali habitavam, de forma muito evidente, personagens ímpares, apresentados a partir de uma forma discursiva particular... Eram elas, as mulheres dos anúncios.


Rostos delicados, discretamente maquiados, unhas perfeitas, não raro vermelhas, - o que se podia perceber mesmo as figuras sendo em preto e branco- corpos bem curvados, com seios e quadris fartos, mas a cintura finíssima, denunciando o espartilho, tão em moda na década de 50. As propagandas diziam respeito basicamente a quatro esferas da vida social: o lar, a família, a higiene e a beleza.

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Publicado

2001-12-29

Como Citar

MENEGOTTO, Januária Monteiro; ROCHA, Ana Luiza Carvalho da. Estudo antropológico sobre a construção de uma intimidade feminina através da publicidade e propaganda. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 2, n. 4, 2001. DOI: 10.22456/1984-1191.9392. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/9392. Acesso em: 31 ago. 2026.