A memória como arquivo decolonial
epistemologias de mulheres negras, saberes ancestrais e resistência
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154619Palavras-chave:
Arquivo decolonial, Epistemicídio, Feminismo Negro, Memória oral, Saberes ancestraisResumo
Este artigo analisa a memória oral de mulheres negras como arquivo decolonial, a partir das contribuições do feminismo negro interseccional e dos estudos decoloniais. Situado no campo das memórias e trajetórias femininas, o texto investiga como os saberes ancestrais transmitidos por mulheres negras – especialmente aquelas em territórios quilombolas – constituem formas de resistência ao epistemicídio e à colonialidade do saber. Se respalda em autoras do feminismo negro interseccional, como Lélia Gonzales, bell hooks, Djamila Ribeiro, Patricia Hill Collins, Selma Dealdina, Grada Kilomba, entre outras, para demonstrar que a memória oral desafia os registros hegemônicos que silenciaram essas mulheres, apontando para outras relações com o saber. Conclui que a valorização dessas memórias é condição fundamental para a descolonização do pensamento e para a construção de uma sociedade plural.
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