Entre tempo e direito

narrativas de trabalhadoras domésticas na duração da vida

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154543

Palavras-chave:

Trabalho Doméstico, Gênero, PEC das Domésticas, Cuidado, Etnografia da Duração

Resumo

Este artigo analisa as trajetórias de duas trabalhadoras domésticas a partir de uma narrativa audiovisual, investigando como gênero, cuidado, informalidade e formalização se articulam na produção de sentidos ao longo da duração biográfica. O estudo toma as narrativas das próprias trabalhadoras como campo epistemológico, permitindo apreender os efeitos sociais e subjetivos das transformações legais. Ancorado na etnografia da duração e nos debates feministas sobre divisão sexual do trabalho, examina-se como a ‘PEC das Domésticas’ se inscreve como acontecimento político nas memórias, reconfigurando projetos de vida e experiências de cidadania, sem dissolver a coexistência entre regimes formais e informais. O trabalho baseia-se em entrevistas audiovisuais em profundidade e os resultados indicam que o trabalho doméstico estrutura trajetórias marcadas pela sobreposição entre cuidado, vida familiar e inserção laboral, enquanto a formalização emerge como marco situado, inscrito em temporalidades desiguais, evidenciando os limites do reconhecimento democrático e a persistência de uma cidadania vivida de forma desigual.

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Biografia do Autor

Rosangela Marione Schulz, Universidade Federal de Pelotas

Doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003). Atualmente, é professora associada da Universidade Federal de Pelotas.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

RIETH DE OLIVEIRA HUF, Paula; MARIONE SCHULZ, Rosangela. Entre tempo e direito: narrativas de trabalhadoras domésticas na duração da vida. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 506–530, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154543. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154543. Acesso em: 2 nov. 2026.