Práticas de cuidado como política de fortalecimento comunitário
a trajetória de uma líder comunitária negra
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154539Palavras-chave:
Cuidado, Racismo, Sexismo, Mulheres negras, PesquisaResumo
O artigo discute como mulheres negras podem vivenciar o cuidado como uma prática política de manutenção de suas vidas e fortalecimento de suas comunidades, por meio da compreensão do cuidado como um modo de agir capaz de criar operações que ultrapassam a lógica exclusiva da resistência. A metodologia adotada foi a pesquisa-intervenção. Os dados da pesquisa foram construídos ao longo de um ano de trabalho de campo e registrados em diário de campo. A análise dos resultados possibilitou a identificação dos efeitos do racismo e do sexismo na vida de mulheres negras e as suas formas próprias de continuar criando vida, inclusive, por meio da ocupação de posições de liderança na comunidade. A discussão realizada apontou que, ainda que as mulheres negras tenham sido historicamente objetificadas e estereotipadas como incapazes e passivas, sua existência ultrapassa este aprisionamento e sua luta política se manifesta, de forma decisiva, por meio de dinâmicas de cuidado no interior de suas famílias e comunidades.
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