O corpo político na defesa pessoal

uma análise feminista crítica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154483

Palavras-chave:

Violência contra a mulher, Feminismo, Autoetnografia, Defesa Pessoal, Centro de Referência da Mulher

Resumo

Este artigo analisa o Projeto de Lei 1813/2021, que propõe o ensino da autodefesa como medida de combate à violência contra a mulher. A proposta legislativa foca na capacitação individual, ignora as raízes estruturais da violência de gênero, transfere a responsabilidade da segurança para a própria mulher, reforça a lógica da individualização da violência e desconsidera a complexidade para aplicação desta lei, propondo apenas um curso - limitado - de autodefesa. Este estudo compreende a autodefesa a partir da perspectiva feminista e coletiva de autocuidado. Partindo de um projeto piloto de oficinas de defesa pessoal feminista somado à autoetnografia das pesquisadoras em um Centro de Referência da Mulher, busca-se demonstrar como a autodefesa integrada a um contexto de suporte mútuo e trabalho de recuperação de autoestima sob metodologia feminista, torna-se uma ferramenta eficaz para a construção de autonomia, resistência e outro imaginário sobre si mesma, tornando-se mais um alicerce para compor os trabalhos de enfrentamento da violência contra a mulher.

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Biografia do Autor

Camila Almeida Nava, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de São Paulo (2011). Especialização em Residência Multiprofissional em Saúde da Mulher, área: psicologia, pela Universidade Federal de São Paulo (2014). Título de Especialista em Psicologia Hospitalar pelo CRP/SP (2015). Mestra em Psicologia Social pela PUC-SP (2023) como bolsista da CAPES. Experiência profissional na política pública de Assistência Social - Proteção Social Básica e Proteção Social Especial de Média Complexidade, e em violência doméstica contra a mulher, tendo coordenado o Centro de Referência da Mulher. Atua como Psicóloga Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Tainá Arouck Damasceno Maia Farrielo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Tainá Arouck Damasceno Maia Farrielo é antropóloga (PUC-SP), mestra e doutoranda em Psicologia Social pela PUC-SP. É autora do livro "O corpo das mulheres e as artes marciais: um método de autodefesa feminista" (Editora CRV, 2024). Atua como pesquisadora no núcleo Inanna Educação (PUC-SP) e é faixa preta de jiu-jitsu brasileiro, tendo desenvolvido projeto de autodefesa feminista sob a perspectiva do autocuidado reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Sua pesquisa de doutorado foi iniciada sob orientação da Profa. Dra. Carla Cristina Garcia (em memória) e é atualmente orientada pela Profa. Dra. Maria da Graça Marchina Gonçalves.
Atua na interface entre corpo, relações de gênero e educação, integrando teoria crítica, cultura física e defesa pessoal para mulheres.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

ALMEIDA NAVA, Camila; AROUCK DAMASCENO MAIA FARRIELO, Tainá. O corpo político na defesa pessoal: uma análise feminista crítica. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 786–815, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154483. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154483. Acesso em: 2 nov. 2026.