O corpo político na defesa pessoal
uma análise feminista crítica
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154483Palavras-chave:
Violência contra a mulher, Feminismo, Autoetnografia, Defesa Pessoal, Centro de Referência da MulherResumo
Este artigo analisa o Projeto de Lei 1813/2021, que propõe o ensino da autodefesa como medida de combate à violência contra a mulher. A proposta legislativa foca na capacitação individual, ignora as raízes estruturais da violência de gênero, transfere a responsabilidade da segurança para a própria mulher, reforça a lógica da individualização da violência e desconsidera a complexidade para aplicação desta lei, propondo apenas um curso - limitado - de autodefesa. Este estudo compreende a autodefesa a partir da perspectiva feminista e coletiva de autocuidado. Partindo de um projeto piloto de oficinas de defesa pessoal feminista somado à autoetnografia das pesquisadoras em um Centro de Referência da Mulher, busca-se demonstrar como a autodefesa integrada a um contexto de suporte mútuo e trabalho de recuperação de autoestima sob metodologia feminista, torna-se uma ferramenta eficaz para a construção de autonomia, resistência e outro imaginário sobre si mesma, tornando-se mais um alicerce para compor os trabalhos de enfrentamento da violência contra a mulher.
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