Trajetórias de vida e trabalho de trabalhadoras transfemininas
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154427Palavras-chave:
Trabalhadoras transfemininas, Representações sociais sobre trabalho, Trajetórias de vidaResumo
O artigo analisa as trajetórias escolares, familiares, de vivência do gênero e a forma como essas desaguam nas vivências laborais de trabalhadoras transfemininas. O gênero, que é uma construção social e performativa, tem sido utilizado pelos discursos biologicistas para deslegitimar a existência daquelas identidades não-cisgêneras e não-heterossexuais, em todos os âmbitos da vida, inclusive no trabalho. Este, ainda que seja um contexto de exclusão para a maioria da população travesti e transgênero brasileira, para além da manutenção material da vida, inclui as pessoas trabalhadoras na dinâmica social e é meio para a produção de subjetividades e identidades. A análise temática de conteúdos dos relatos das participantes, indicam vivências de exclusão social, sofrimentos e táticas para lidar com o preconceito que participaram dos seus processos de subjetivação e na construção de suas identidades como trabalhadoras transfemininas. Suas identidades de trabalhadoras foram permeadas, não somente pelas dificulda
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