Filantropia e arte

trajetórias femininas e memórias silenciadas no abolicionismo amazônico do século XIX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.154410

Palavras-chave:

Abolicionismo no Brasil, Feminino, Amazônia

Resumo

Este artigo analisa as trajetórias de mulheres no movimento abolicionista na Amazônia, no final do século XIX, com ênfase na cidade de Belém. Parte-se da compreensão de que a memória histórica das mulheres foi sistematicamente marginalizada nas narrativas oficiais, tornando imprescindível revisitar experiências femininas historicamente invisibilizadas. A partir dessa perspectiva, o artigo focaliza as trajetórias de Augusta de Assis, paraense reconhecida por sua atuação como “protetora” vinculada a redes maçônicas de beneficência, e de Manuela Lucci, artista portuguesa radicada em Belém, integrante de associações e atuante nos circuitos culturais e políticos do período. Ao mobilizar essas duas experiências, busca-se compreender como mulheres, situadas em diferentes posições sociais e campos de atuação, contribuíram para a construção de práticas políticas no contexto amazônico. A metodologia consistiu em coleta e análises de fontes históricas inéditas em cotejo com literatura especializada. Conclui-se que essas trajetórias ampliam a compreensão da participação feminina no abolicionismo e resgatam memórias silenciadas, tensionando narrativas hegemônicas.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

BRASILIENSE, Aline; SILVA, Vergas Vitória. Filantropia e arte: trajetórias femininas e memórias silenciadas no abolicionismo amazônico do século XIX. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 27, n. 74, p. 95–125, 2026. DOI: 10.22456/1984-1191.154410. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/154410. Acesso em: 2 nov. 2026.