Filantropia e arte
trajetórias femininas e memórias silenciadas no abolicionismo amazônico do século XIX
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.154410Palavras-chave:
Abolicionismo no Brasil, Feminino, AmazôniaResumo
Este artigo analisa as trajetórias de mulheres no movimento abolicionista na Amazônia, no final do século XIX, com ênfase na cidade de Belém. Parte-se da compreensão de que a memória histórica das mulheres foi sistematicamente marginalizada nas narrativas oficiais, tornando imprescindível revisitar experiências femininas historicamente invisibilizadas. A partir dessa perspectiva, o artigo focaliza as trajetórias de Augusta de Assis, paraense reconhecida por sua atuação como “protetora” vinculada a redes maçônicas de beneficência, e de Manuela Lucci, artista portuguesa radicada em Belém, integrante de associações e atuante nos circuitos culturais e políticos do período. Ao mobilizar essas duas experiências, busca-se compreender como mulheres, situadas em diferentes posições sociais e campos de atuação, contribuíram para a construção de práticas políticas no contexto amazônico. A metodologia consistiu em coleta e análises de fontes históricas inéditas em cotejo com literatura especializada. Conclui-se que essas trajetórias ampliam a compreensão da participação feminina no abolicionismo e resgatam memórias silenciadas, tensionando narrativas hegemônicas.
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