Trajetórias e afro-vivências
narrativas de travestilidades no candomblé.
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.153213Palavras-chave:
Travesti, Transexual, Candomblé, Gênero, TrajetóriasResumo
Este texto surge da retomada de pesquisas anteriores que discutiam a existência de lugares e não-lugares para pessoas transexuais e travestis nos terreiros de candomblé em Aracaju-SE. Utilizo como fio condutor entrevistas realizadas com três travestis que narram suas histórias com o candomblé a partir de suas transições de gênero, os percalços e violências sofridas, bem como a construção de uma travestilidade de terreiro na criação de uma identidade de “mulher de axé”. Através de suas etnobiografias desenvolvo o debate em torno das noções de gênero e dos argumentos utilizados na exclusão de corpos trans e travestis do espaço religioso do terreiro. Concluo este artigo, pensando a partir das trajetórias descritas, sobre a construção de um candomblé que acolhe sujeitas-travesti e as conecta à sua ancestralidade, que se questiona sobre as origens coloniais e eurocêntricas da divisão cistereronormativa de gênero que sustentam a exclusão de corpos que subvertem a norma.
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