Vida como método

etnografia biográfica como recurso para os estudos de milícia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.153185

Palavras-chave:

Etnografia, Biografia, Metodologia, Milícia, Violência Urbana

Resumo

Recentemente, a expansão das milícias no Rio de Janeiro se consolidou como um tema central no debate público e na agenda acadêmica. Contudo, compreender o funcionamento desses grupos não é uma tarefa trivial. O controle territorial e a ameaça constante da violência impõem barreiras ao trabalho de campo, tornando a aproximação física do pesquisador algo arriscado. Diante desse problema, este artigo propõe a etnografia biográfica como uma estratégia de pesquisa e protocolo de segurança que viabiliza a investigação em territórios sob governança armada; e, simultaneamente, como aposta epistêmica capaz de revelar estruturas de poder a partir da experiência individual. Por meio de três fragmentos da trajetória de Scott, um morador de área de milícia, defendo que essa metodologia permite acessar ambivalências morais e como as formas de dominação são experienciadas, negociadas e tensionadas por meio de quem convive com essa realidade. Busco, assim, ampliar o repertório de pesquisas qualitativas disponíveis para os estudos sobre violência urbana no Brasil.

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Publicado

2026-06-28

Como Citar

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