Ser negra e os inimigos internos
experiência da consciência Negra na universidade
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.153143Palavras-chave:
Consciência Negra, Epistemologia, Experiência, Formação, Letramento Racial CríticoResumo
Este artigo descreve a experiência de uma aluna negra na Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), buscando compreender como suas vivências acadêmicas se articulam à construção da consciência Negra e às discussões sobre questões étnico-raciais na formação docente. Fundamentado em Fanon, Neusa Santos, Sueli Carneiro e na noção de consciência “em si” (Vieira), o estudo utiliza a metodologia etnobiográfica para identificar as armadilhas psíquicas do racismo, trazendo os impactos subjetivos e institucionais do preconceito racial no percurso universitário. Os resultados apontam que o currículo hegemônico reproduz mecanismos de exclusão, efeitos psíquicos e barreiras à permanência de estudantes negros. Ao evidenciar que a incorporação de outras epistemes, por meio de narrativas e produções de intelectuais negros, amplia a compreensão das estruturas de poder presentes na educação e contribui para práticas pedagógicas antirracistas. Conclui-se que a experiência pessoal pode ser objeto de pesquisa, entendimento das dinâmicas do racismo acadêmico e potencializando ações afirmativas no campo educacional.
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