Fé, gênero e futebol:
por que os jogadores votaram na extrema direita?
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.151445Palavras-chave:
futebol, futebolistas, Neoconservadorismo, religião neopentecostal, coach, etnografia de tela, bolsonarismoResumo
A ascensão da extrema direita no Brasil — e em diversos outros países — tem provocado na antropologia a necessidade de compreender as razões que levam amplos setores da população a apoiar candidatos com perfis autoritários e projetos políticos que restringem direitos de grupos vulneráveis. É essa questão que orienta o presente texto. Tendo como foco de pesquisa futebolistas brasileiros/as, busco examinar como se configuram suas posições políticas no atual contexto. Os dados analisados foram produzidos por meio de uma etnografia multisituada e de uma etnografia de telas, especialmente de suas redes sociais. Os resultados apontam diferenças significativas entre as orientações políticas de jogadores e jogadoras, ainda que ambos compartilhem a adesão à fé cristã, com forte presença de igrejas neopentecostais de perfil fundamentalista.
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