Fé, gênero e futebol:

por que os jogadores votaram na extrema direita?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.151445

Palavras-chave:

futebol, futebolistas, Neoconservadorismo, religião neopentecostal, coach, etnografia de tela, bolsonarismo

Resumo

A ascensão da extrema direita no Brasil — e em diversos outros países — tem provocado na antropologia a necessidade de compreender as razões que levam amplos setores da população a apoiar candidatos com perfis autoritários e projetos políticos que restringem direitos de grupos vulneráveis. É essa questão que orienta o presente texto. Tendo como foco de pesquisa futebolistas brasileiros/as, busco examinar como se configuram suas posições políticas no atual contexto. Os dados analisados foram produzidos por meio de uma etnografia multisituada e de uma etnografia de telas, especialmente de suas redes sociais. Os resultados apontam diferenças significativas entre as orientações políticas de jogadores e jogadoras, ainda que ambos compartilhem a adesão à fé cristã, com forte presença de igrejas neopentecostais de perfil fundamentalista.

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Biografia do Autor

Carmen Rial, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC

Jornalista e Antropóloga, possui doutorado pela Université Paris Descartes-Sorbonne (1992) sob orientação de Louis-Vincent Thomas e mestrado na UFRGS sob a orientação de Claudia Fonseca. Professora Titular do Departamento de Antropologia da UFSC (1982), atua no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e no Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas, tendo coordenado ambos. Participou da criação das revistas Ilha, Vibrant, Novos Debates e da TV ABA, é editora associada responsável pela Ciências Humanas dos Anais da Academia Brasileira de Ciências. Coordena o Núcleo de Antropologia Audiovisual e Estudos da Imagem (Navi) e o Grupo de Antropologia Urbana e Marítima, e integra o Instituto de Estudos de Gênero (IEG). Foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia (2013-2015). Atualmente, é presidente do Conselho Mundial de Associações Antropológicas (WCAA) e co-cordenadora da União Mundial de Antropologia (WAU).Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: globalização, antropologia da alimentação, visual, futebol, história da antropologia e consumo. Foi professora visitante ou visiting schollar em diversas universidades, entre as quais a UNB, Universidad de La República, Instituto Universitário de Lisboa, University of California, Berkeley e Universidad de Cádiz. Realizou pós-doutorado no Laboratoire dAnthropologie Sociale (Collège de France/CNRS), na École dês Hautes Études en Science Sociale (EHESS), na Univesité de Toulouse e Estágio Sênior no Exterior/CAPES na City University of NY.

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Publicado

2025-11-22

Como Citar

RIAL, Carmen. Fé, gênero e futebol:: por que os jogadores votaram na extrema direita?. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 26, n. 72, p. 8–24, 2025. DOI: 10.22456/1984-1191.151445. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/151445. Acesso em: 28 ago. 2026.