Mobilizando imagens como ponto de partida para descortinar o protagonismo das crianças na Festa em Kanã Mihay
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.145855Palavras-chave:
Etnografia, Antropologia Visual, Crianças, Festas, Circulação de SaberesResumo
Este ensaio fotográfico é resultado de vários encontros etnográficos com os indígenas Pataxó na Aldeia Kanã Mihay. Explora a relação entre imagem e cultura, entre etnografia e antropologia visual. Pretende-se mostrar as potencialidades das imagens para ver detrás delas um processo de reelaboração de políticas culturais dos povos indígenas contra os vários apagamentos forçados da identidade cultural, inerente aos contextos de cultura do contato. A fotografia como uma expressão de políticas culturais identitárias expõe memórias, histórias, relações, ancestralidade, indigenização, saberes e práticas, canções, pinturas, mitos que são transmitidos como forma de fortalecimento da cultura indígena. As fotos inseridas aqui retratam a participação das crianças na festa, comemorada anualmente como forma de circulação de saberes e um modo de
organização política.
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