Os limites da Antropologia no filme Serras da Desordem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.130225

Palavras-chave:

Etnologia, Cinema, Indigenismo

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar o filme Serras da Desordem, de Andrea Tonacci, para explorar as nuances de seu argumento como uma relação antropológica. A partir especialmente de considerações de Marilyn Strathern e Joanna Overing, mas também de outros antropólogos e estudiosos do cinema, vamos estabelecer alguns contrastes, visualizando os limites da proposta do filme, bem como entender como a trajetória de seu diretor se expressa nesta cinegrafia crítica e histórica.

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Biografia do Autor

Hugo Ciavatta, UNICAMP

Doutorando em Antropologia Social na UNICAMP.

Mariana Petroni, UNILAB

Mariana é mãe desde fevereiro de 2018 e professora na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira no Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades e no curso de Ciências Sociais . Cursou o doutorado em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2015), onde realizou uma pesquisa sobre biografias indígenas, com o financiamento da FAPESP. Fez o mestrado em Antropologia Social no Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social - México (2008), e desenvolveu uma pesquisa sobre fotografia indigenista e sua recepção. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (2003), onde realizou uma pesquisa de Iniciação Científica com o financiamento do CNPq, sobre a religião no México do século XVI. Produziu e realizou o documentário Voz...es. Una história de tres lenguas (2009), sobre a perda de línguas indígenas no México. Atualmente é membro do grupo de pesquisa Nyemba - Processos Sociais, Memórias e Narrativas (UNILAB) e pesquisadora do Laboratório Antropológico de Grafia e Imagem (La'grima) da Unicamp, onde desenvolve pesquisas sobre grafias e antropologia.

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Publicado

2023-10-07

Como Citar

CIAVATTA, H.; PETRONI, M. Os limites da Antropologia no filme Serras da Desordem. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 24, n. 65, p. 362–382, 2023. DOI: 10.22456/1984-1191.130225. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/130225. Acesso em: 23 fev. 2024.