DIÁLOGOS COM UM XAMÃ NA CIDADE: Estratégias de uma etnografia sobre o uso da jurema em rituais neoxamânicos durante a pandemia da Covid-19

Autores

  • Aparecida Santana de Jesus Universidade de Lisboa
  • Leonardo Leal Esteves Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, Brasil. Universidade Federal de Sergipe, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.125911

Resumo

Neste artigo trazemos algumas reflexões sobre as estratégias metodológicas utilizadas em uma pesquisa sobre o uso da jurema em rituais neoxamânicos no contexto urbano, durante a pandemia da Covid-19. De modo especial, o diálogo permanente estabelecido com um xamã, que veio a ser um interlocutor-chave durante todo o período da pesquisa, foi fundamental para compreender práticas e sentidos associados ao uso da jurema em rituais neoxamânicos na cidade. Considerando que processos diversificados de colaboração nas etnografias sempre fizeram parte, em alguma medida, da história da antropologia, acredita-se que foi possível garantir algum nível de descentramento e revelar aspectos importantes a respeito do campo que, de outra maneira, talvez não seriam possíveis        

Palavras chaves: Etnografia, Colaboração, Neoxamanismo, Jurema, Covid-19.

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Biografia do Autor

Aparecida Santana de Jesus, Universidade de Lisboa

Doutoranda em Antropologia pela Universidade de Lisboa - UL. Mestra em Antropologia pela Universidade Federal de Sergipe - UFS. Especialista em Ensino e Identidade Cultural em Sergipe pela Faculdade Atlântico - FA . Graduada em História pela Universidade Tiradentes - UNIT. Foi membro do grupo de "Pesquisa Ritual, Festa e Performance"- Cnpq/UFS. Tem experiência na área de Antropologia e História, com ênfase em assuntos Culturais, Práticas e Rituais Neoxamânicas, atuando principalmente nos seguintes temas: Plantas psicoativas, Neoxamanismo, Símbolos, Rituais, Festas.

Leonardo Leal Esteves, Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, Brasil. Universidade Federal de Sergipe, Brasil.

Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco (PPGA-UFPE) e Mestre em Antropologia pela mesma instituição. É Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Sergipe (PPGA-UFS). Foi Professor substituto do Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (DAM-UFPE). Realizou estágio pós-doutoral, como bolsista PNPD/CAPES, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA-UFS) e foi Professor Substituto do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (DCS-UFS). Foi Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Documentação do Museu Paço do Frevo, instituição criada como parte das ações de salvaguarda, após o registro do Frevo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e de sua inscrição na lista representativa do Patrimônio Cultural da Humanidade. Fez parte do quadro permanente da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda. É colaborador da Associação Respeita Januário - ARJ em atividades de pesquisa, inventários e dossiês no campo do patrimônio imaterial, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Participou como parecerista de diversas comissões de análise de projetos e premiações nas áreas de patrimônio cultural para a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - FUNDARPE. Foi vencedor do Concurso Nacional de Pesquisa sobre Cultura Afro-Brasileira, Comunidades Tradicionais e Cultura Afro-Latina realizado pela Fundação Cultural Palmares, por meio do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra-CNIRC com a sua dissertação de Mestrado. Tem interesses em temas como teoria antropológica, etnografia, antropologia urbana, antropologia do Estado, rituais e festas, cultura popular, expressões culturais afrodiaspóricas, turismo, museus, patrimônio e políticas culturais. É membro da Associação Brasileira de Antropologia - ABA.

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Publicado

2022-12-27

Como Citar

SANTANA DE JESUS, A.; LEAL ESTEVES, L. DIÁLOGOS COM UM XAMÃ NA CIDADE: Estratégias de uma etnografia sobre o uso da jurema em rituais neoxamânicos durante a pandemia da Covid-19. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 23, n. 63, 2022. DOI: 10.22456/1984-1191.125911. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/125911. Acesso em: 9 fev. 2023.