Itinerários do Corpo na Cultura Terapêutica Contemporânea
a experiência das Constelações Familiares e do Grupo de Experimentações em Oráculo Corporal
DOI:
https://doi.org/10.22456/1984-1191.123340Resumo
No decurso de seis anos de pesquisa, em contato com cartomantes, oraculistas e videntes no Rio de Janeiro, o encontro com a prática das Constelações Familiares transformou a inquietação em torno da temática da ‘percepção extrassensorial’, ou ‘mediunidade’, entendidas, aqui, como habilidades corporais ou incorporadas [embodied] em pergunta de pesquisa. A hipótese da qual parte o presente trabalho é que a ‘percepção extrassensorial’, como é chamada, na verdade, não está além dos sentidos do corpo, integrando, todavia, uma modulação das atenções do corpo que requer escuta corporal específica. Nesse intuito, o Grupo de Experimentações em Oráculo Corporal (GEOC) foi fundado em 2019, resultado do esforço de seis oraculistas cariocas. Esse processo de pesquisa integra a propriocepção, entendida como percepção do corpo enquanto modulação das atenções relacionais, que é ativada em cenas construídas a partir de demandas dos consulentes. Nesse sentido, o oráculo corporal integra a atenção corporal das sincronicidades, em que são ativados movimentos significativos espontâneos que integram cenas construídas para as demandas dos consulentes. Foram realizados 10 encontros com 6 membros fixos do GEOC, variando o número de consulentes. Explorarei, a título de uma investigação preliminar, a partir do registro escritural dos encontros, traçar os rastros que conectam oráculo e corpo no bojo desses encontros. Nossa pergunta de pesquisa, antes de uma hipótese, constrói-se uma metapergunta, sobre como podemos registrar escrituras de acontecimentos, que operam, muitas vezes, como catarses cujos significados escapam às representações e simbolismos?Palavras-chave: Oráculo; Corpo; Intuição; Memória de futuro; Imagem.
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