TETO, ANARQUIA E SEXO: Representações da masculinidade em A Febre do Rato

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.116388

Palavras-chave:

, Masculinidades, Performatividade, Representação, Cinema brasileiro, Cláudio Assis

Resumo

Este artigo analisa a representação das masculinidades no filme A Febre do Rato (2011), dirigido por Cláudio Assis, com foco em seu protagonista, Zizo, interpretado por Irandhir Santos. Partindo de uma perspectiva dos estudos de gênero, exploraremos como o personagem performa sua masculinidade através da articulação da linguagem audiovisual. Ao relacionarmos as declarações do autor quanto à suas intenções libertárias para o filme, o histórico de sua filmografia e os tropos masculinos identificados no texto, passaremos a interpretar como o personagem Zizo performa diferentes masculinidades ao longo da narrativa, utilizando como baliza o conceito de masculinidade hegemônica, de Raewyn Connell. 

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Biografia do Autor

Gabriel de Mesquita Faccini, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PPGCOM/PUCRS), com bolsa CAPES, possui graduação em Comunicação Social - Audiovisual pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2010). 

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Publicado

2022-11-24

Como Citar

DE MESQUITA FACCINI, G. TETO, ANARQUIA E SEXO: Representações da masculinidade em A Febre do Rato. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 23, n. 62, 2022. DOI: 10.22456/1984-1191.116388. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/116388. Acesso em: 1 fev. 2023.