LÉSBICA GORDA NÃO PERFORMA FEMINILIDADE: Um estudo a partir de Orange Is The New Black

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1984-1191.116263

Palavras-chave:

Relações de Gênero. Lesbogordofobia. Orange Is The New Black

Resumo

O presente trabalho discute de que maneira o corpo da mulher lésbica e gorda é representado socialmente e como o seriado Orange Is The new Black, produzido e distribuído pela streaming Netflix, aborda essa representação. Adotamos como procedimento metodológico a revisão de literatura e o estudo de caso, da perspectiva de Jorge Duarte. Discutimos o conceito de gordofobia e sua relação com os media a partir das pesquisas de Agnes Arruda. Com o suporte de Naomi Wolf, Silvia Federici, Silvana Vilodre Goellner e Tania Navarro Swain, abordamos as relações de gênero e as construções dos padrões estabelecidos pela sociedade heterocisnormativa. Consideramos que, apesar da proposta do seriado analisado ser a de incluir narrativas que propõem demonstrar a diversidade das representações das mulheres, quando observamos a representação do corpo lésbico e gordo, os estereótipos construídos socialmente continuam sendo reproduzidos.

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Biografia do Autor

Agnes de Sousa Arruda, Universidade de Sorocaba

Doutora e Mestre em Comunicação pela Universidade Paulista.

Estágio pós-doutoral em andamento na Universidade de Sorocaba.

Vanessa Heidemann, Universidade de Sorocaba

Doutoranda e Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba

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Publicado

2022-11-24

Como Citar

ARRUDA, A. de S.; HEIDEMANN, V. LÉSBICA GORDA NÃO PERFORMA FEMINILIDADE: Um estudo a partir de Orange Is The New Black. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 23, n. 62, 2022. DOI: 10.22456/1984-1191.116263. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/article/view/116263. Acesso em: 9 fev. 2023.