RELIGIOSIDADE: PODER E SOBREVIVÊNCIA NA PENITENCIÁRIA FEMININA DO DISTRITO FEDERAL
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8136.2757Resumo
Neste trabalho examina-se a religiosidade na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF). Ou seja, analisa-se o papel que desempenham os grupos religiosos e os discursos cristãos nessa instituição total sobre mulheres encarceradas. Assim, primeiro realiza-se uma breve etnografia que descreve a forma como opera a religião na PFDF: as diversas igrejas que assistem as internas, a distribuição dos horários, o sistema de participação nos cultos, entre outros. Depois, considerando que o processo de aprisionamento produz sujeitos institucionalizados, interpreta-se o aspecto religioso como um dos mecanismos de poder e controle que a instituição exerce sobre a massa carcerária para tê-la mais calma e dócil e, simultaneamente, como um dos mecanismos de adaptaçãoresistência que adotam as internas para suportar a hostilidade do dia-a-dia da prisão. Embora as suas limitações, que também serão sinalizadas neste trabalho, a religiosidade efetivamente atua como um dos caminhos de volta à singularidade, preenche de sentido e de finalidade a vida atrás das grades: razões fundamentais para sobreviver ao aprisionamento.Downloads
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Publicado
2007-12-21
Como Citar
VARGAS, Laura Ordóñez. RELIGIOSIDADE: PODER E SOBREVIVÊNCIA NA PENITENCIÁRIA FEMININA DO DISTRITO FEDERAL. Debates do NER, Porto Alegre, 2007. DOI: 10.22456/1982-8136.2757. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/debatesdoner/article/view/2757. Acesso em: 11 ago. 2026.
Edição
Seção
ARTIGOS