COMENTÁRIO AO TEXTO DE IRENE STENGS

O LIXO ESTÁ MORTO, VIDA LONGA AO LIXO! SOBRE AS COISAS QUE NÃO SÃO MAIS A MESMA COISA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8136.150254

Resumo

O artigo discute as ambiguidades e dificuldades de tradução dos termos “lixo”, “resíduo” e “despacho” nas religiões afro-brasileiras, relacionando-as aos debates dos waste studies. A partir de etnografias sobre o surgimento de práticas e discursos ecologistas em terreiros de candomblé e umbanda, a autora analisa como as oferendas rituais mobilizam as categorias de "lixo" e "sagrado", dependendo de contextos sociais, ambientais e terminológicos. Objetos antes investidos de vitalidade espiritual podem, em certas circunstâncias, ser reclassificados como lixo, especialmente quando passam a ser associados à poluição ambiental ou ao colapso ecológico. Em diálogo com o contexto museológico ocidental, onde certos artefatos nunca podem se tornar lixo, evidencia-se o contraste entre a sacralização de objetos que perderam sua função social e que permanecem nos acervos institucionais e a mudança social e material nos terreiros. Assim, o texto propõe uma reflexão sobre como as categorias de valor e de descarte são constantemente renegociadas, iluminando tensões entre preservação e transformação.

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Publicado

2025-10-09

Como Citar

CAPPONI, Giovanna. COMENTÁRIO AO TEXTO DE IRENE STENGS: O LIXO ESTÁ MORTO, VIDA LONGA AO LIXO! SOBRE AS COISAS QUE NÃO SÃO MAIS A MESMA COISA. Debates do NER, Porto Alegre, 2025. DOI: 10.22456/1982-8136.150254. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/debatesdoner/article/view/150254. Acesso em: 27 ago. 2026.

Edição

Seção

DEBATE: LIXO SAGRADO