EVANGÉLICAS NO TERREIRO DE RUAH
TEOLOGIA FEMINISTA NEGRA QUE ABRE NOVOS ESPAÇOS DE PRÁTICAS COMUNITÁRIAS E RITUAIS ENTRE MULHERES EVANG´ÉLICAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8136.144763Resumo
Neste artigo me interessa pensar a partir da experiência de um culto ritual entre mulheres evangélicas reunidas no Terreiro de Ruah para abrir reflexões sobre a prática teológica desse grupo de fé mediada por vínculos com os não-hu-manos que operam no ritual. O ritual se deu no encerramento do Acampamento de Mulheres da Igreja Batista do Pinheiro em 2019, em Maceió-AL, com o tema Mulheres, corpo e resistência, coordenado pelo Flor de Manacá, uma pastoral de mulheres que faz leitura popular e feminista da Bíblia em intersecção com práticas teológicas feministas e negras desde meados dos anos 2000. A maneira como a Teologia Feminista Negra é mobilizada no ritual com a mediação de diferentes objetos sagrados, práticas corporais e narrativas trazidas se relacionam com a presença da Ruah abrindo novos espaços de práticas e propondo novos vínculos em um grupo de mulheres crentes batistas. As proposições de Donna Haraway, Patricia Hill Collins e Isabelle Stengers são fundamentais para o exercício epistemológico deste trabalho que pretende incluir não-humanos nas práticas político-religiosas por meio da experiência de um grupo de evangélicas de tradição batista produ-zindo diferenças.
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