A INVISIBILIDADE DO RELIGIOSO NO “CRISTIANISMO DESCOLADO”
COMENTÁRIOS AO TEXTO DE CRISTINA ROCHA
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-8136.140523Resumo
Neste texto, proponho um comentário sobre a invisibilidade do religioso que perpassa a ideia de “Cristianismo cool”, formulada no artigo central deste fascículo por Cristina Rocha. Esse aspecto, sugiro, contribui para a construção de uma identidade que ultrapassa a noção de religião, associando-se a um cristianismo que dela prescinde. Para investir nesse ponto, reflito sobre questões com as quais tenho me deparado em minhas próprias pesquisas. Divido, assim, o comentário em duas partes. Na primeira, discuto a dimensão material do “Cristianismo cool”, conforme suscitada por Rocha em seu diálogo com Birgit Meyer, e identifico lacunas ainda existentes no tratamento metodológico do tema; na segunda parte, converso com outro tópico de pesquisa, o coaching, entendendo que sua conformação como prática entrelaçada com o “Cristianismo cool” no contexto hodierno suscita a possibilidade de discutirmos a emergência de um cristianismo não religioso. O foco do argumento são as articulações entre o religioso e o secular no “Cristianismo cool”, onde moda e entretenimento não se detêm a um horizonte secular, aproximando-se do religioso – ou seja, daquilo que tentamos definir quando falamos da vida cotidiana de cristãos e do cristianismo. Sob essa forma, o religioso se transfigura em estilo de vida, ou em uma identidade cristã que não se mostra subsidiária da ideia de religião.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Taylor Pedroso de Aguiar

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: 1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista. 2. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. 3. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).