A crise como linguagem política da extrema direita europeia

Autores

  • Erivelto Amarante Universidade Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-5269.152086

Resumo

O artigo analisa comparativamente a retórica da crise nos programas partidários de cinco partidos de extrema-direita europeia: Alternative für Deutschland (Alemanha), Rassemblement National (França), Vlaams Belang (Bélgica), Partij voor de Vrijheid (Países Baixos) e Lega per Salvini Premier (Itália). A pesquisa adota uma abordagem qualitativa comparada, orientada pela análise interpretativa de discursos políticos, e busca compreender como a ideia de crise é mobilizada como instrumento de poder simbólico e moral. Argumenta-se que a crise, nesses contextos, não é apenas uma descrição da realidade, mas uma estrutura narrativa que organiza afetos, legitima a autoridade e define os contornos da identidade nacional. O estudo mostra que os partidos analisados articulam soberania, identidade, moral e medo como base de uma gramática política comum diante da globalização e do multiculturalismo. Esse conjunto discursivo converte insegurança em pertencimento e apresenta a restauração como resposta às incertezas contemporâneas.

Palavras-chave: Extrema Direita; Populismo; Discurso Político; Crise; Europa.

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Biografia do Autor

Erivelto Amarante, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná, com atuação nas áreas de comunicação política, mídia e comportamento político. Mestre em Comunicação e especialista em Sociologia Política pela mesma instituição.

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Publicado

2026-05-02

Como Citar

Amarante, E. (2026). A crise como linguagem política da extrema direita europeia. Revista Debates, 20(1), 11–27. https://doi.org/10.22456/1982-5269.152086