O texto discute, primeiramente, a dificuldade de se traçar uma separação clara entre o exercício da censura religiosa e o da censura secular na Época Moderna, e desenvolve, em contraste aos predecessores na Antiguidade, a ideia de que o controle sistemático dos livros constitui uma especificidade da censura na era de Gutenberg. São discutidos o desenvolvimento dos aparelhos estatais de censura, cujos primórdios ocorreram sob condições econômicas, técnicas e sociais precárias, e que alcançam sua plena realização a partir da era industrial, especialmente como instrumentos das ditaduras nacional-socialista e comunistas.