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Artigos de temática livre

v. 12 n. 1 (2024): Edição especial em comemoração aos 200 anos de imigrações alemãs (1/2)

A literatura do trauma e o relato testemunhal em "Tudo o que tenho levo comigo", de Herta Müller

Enviado
18 fevereiro 2024
Publicado
04.07.2024

Resumo

Este artigo centra-se na análise da obra Tudo o que eu tenho levo comigo, de Herta Müller, que expõe as condições de trabalho, o sofrimento humano e a repressão sofridas pelo protagonista em um Gulag, no período após a 2ª Guerra Mundial, na União Soviética. Empreende-se, portanto, o estudo da narrativa com base na teorização sobre memória, o relato testemunhal e a literatura do trauma, amparado em Ricouer (1997; 2007), Hobsbawm (1995), Ginzburg (2000; 2008), Seligmann-Silva (2002; 2003; 2008), entre outros. A obra permite a reflexão acerca da história a partir do relato testemunhal do protagonista, do que deriva uma perspectiva a partir do interior do fato histórico. Assim, a literatura aproxima-se da história, e ambas entrecruzam-se, complementando-se. A ficção exerce, pois, seu papel de desvendamento, na medida em que aborda a matéria da vida transmutada discursivamente, por meio da mise en intrigue.

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