Possui graduação em Letras - Português/Alemão, pela Unisinos (1994), e em Pedagogia, pelo Centro Universitário Ítalo-Brasileiro (2021). É pós-graduada em Informática Educativa, pela Feevale (2001), em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, pela Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo (2021), e em Mentored Teacher Education Programme, pela Tampere University da Finlândia (2023). É mestre em Letras, ênfase em Leitura e Cognição, pela UNISC (2008), e doutora em Letras, ênfase em Leitura e Linguagens, pela UCS/Uniritter (2015). É professora na Universidade Feevale, onde já foi diretora pedagógica da Escola de Educação Básica Feevale - Escola de Aplicação. Atualmente é professora nos cursos de graduação em Letras e Pedagogia, com atuação no projeto de extensão "Jovem Aprendiz Feevale" e no Programa de Pós-graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social. É coordenadora dos cursos de graduação em Artes Visuais - licenciatura (presencial e digital) e bacharelado e Letras (presencial e digital). É vice-líder do Grupo Observatório de Leitura e Literatura - OLLI, cadastrado no CNPq. Possui longa experiência na educação básica, tanto na docência quanto na gestão, e na formação continuada de professores. Pesquisa especialmente os seguintes temas: letramento e alfabetização; leitura e alfabetização; leitura e formação do leitor; leitura do texto literário no contexto escolar; PNBE; gestão escolar; formação de professores; inclusão.
Juracy Ignez Assmann Saraiva é Doutora em Teoria Literária, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990) e realizou Pós-Doutorado em Teoria Literária, na Universidade Estadual de Campinas (2000). É Mestre em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e graduada em Letras, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. É professora e pesquisadora na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, e foi coordenadora do Mestrado Profissional em Letras e do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais, dessa mesma instituição. Atua como professora convidada no Programa de Pós-graduação em Letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa, Nível 2, do CNPq, líder do Grupo de Pesquisa Ficção de Machado de Assis: Sistema Poético e Contexto e participa do grupo Linguagens e Manifestações Culturais. Suas pesquisas na área de Letras concentram-se na obra de Machado de Assis, na leitura e na metodologia do ensino de literatura. Em 2011, recebeu o prêmio Pesquisador Destaque da Área de Letras do RS, concedido pela FAPERGS e instituições parceiras dessa Fundação. Entre suas publicações, constam "O circuito das memórias" (2009), obra sobre Machado de Assis, editada pela Edusp e Nankin, "Palavras, brinquedos e brincadeiras: cultura oral na escola" (2011), proposta de exploração da tradição cultural da oralidade nas séries iniciais do ensino fundamental, editado pela Artmed e "Texto Literário: Resposta ao desafio da formação de leitores" (2017), organizado juntamente com Ernani Mügge e Tatiane Kaspari, que se voltam para a leitura de textos literários no ensino básico. Entre suas orientações concluídas, citam-se 39 dissertações de mestrado e 11 teses de doutorado. Tem publicado mais de 120 artigos, voltados para suas temáticas de pesquisa, em periódicos nacionais e internacionais, sendo orientadora de dissertações e de teses.
Este artigo centra-se na análise da obra Tudo o que eu tenho levo comigo, de Herta Müller, que expõe as condições de trabalho, o sofrimento humano e a repressão sofridas pelo protagonista em um Gulag, no período após a 2ª Guerra Mundial, na União Soviética. Empreende-se, portanto, o estudo da narrativa com base na teorização sobre memória, o relato testemunhal e a literatura do trauma, amparado em Ricouer (1997; 2007), Hobsbawm (1995), Ginzburg (2000; 2008), Seligmann-Silva (2002; 2003; 2008), entre outros. A obra permite a reflexão acerca da história a partir do relato testemunhal do protagonista, do que deriva uma perspectiva a partir do interior do fato histórico. Assim, a literatura aproxima-se da história, e ambas entrecruzam-se, complementando-se. A ficção exerce, pois, seu papel de desvendamento, na medida em que aborda a matéria da vida transmutada discursivamente, por meio da mise en intrigue.