Em 2017, Shahak Shapira lançou no formato de website um projeto artístico intitulado Yolocaust, que gerou polêmica ao chamar a atenção do grande público para as selfies feitas por turistas no Memorial aos Judeus Mortos na Europa, localizado na cidade de Berlim. Esse comportamento por parte dos visitantes desconsidera o sentido atribuído ao monumento e, com frequência, tem como único objetivo a publicação das imagens em redes sociais. O presente artigo visa discutir a obra de Shapira à luz dos conceitos benjaminianos de “imagem dialética” e “experiência”, apontando como, ao incitar o observador ao pensamento crítico, o projeto ajuda a impedir que a memória da Shoah seja banalizada.