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Tradução

v. 11 n. 2 (2023): Edição especial (dossiê): A nova sociologia alemã da literatura

A beleza do mundo como uma questão vital: a resistência estética contra dinâmicas de destruição

Enviado
21 janeiro 2024
Publicado
02.02.2024

Resumo

O sentido para o belo e a experiência estética não são um luxo, mas sim uma necessidade de caráter existencial. Este ensaio trata de uma fenomenologia da experiência estética e de seu papel no processo de vida. Especialmente nas situações extremas, como a vivida por Viktor Frankl no campo de concentração nazista e descritas em seu livro "Em busca de sentido", a experiência da beleza como um contra-horizonte é importante para a sobrevivência psicológica. Ela oferece um tipo de resistência contra destruição e autodestruição. As questões de estética não podem ser consideradas independentemente dos aspectos políticos e éticos. A disputa pela forma no processo criativo, assim como a experiência de uma forma estética coerente, estão ligadas à geração de significado. Essas experiências aumentam a intensidade da vida, transmitindo uma sensação de viver em plenitude, tirando-nos da rotina da vida cotidiana e evocando a maravilha existencial e a renovação interior. Elas podem nos sacudir e abrir espaço para novas percepções e desenvolvimentos. As experiências estéticas nos mostram nosso envolvimento e nosso parentesco com o mundo, porque vivemos por amor ao mundo, por sua beleza, como disse Hannah Arendt. Isso significa estar totalmente vivo. Trata-se de um novo materialismo poético e da questão de como percebemos, experimentamos e defendemos nosso parentesco interno com o mundo.

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