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Artigos

Vol. 13 N.º 20 (2018): Poéticas do presente: escritura, política, imagem

Para “Além do Zênite”: um estudo de três poemas de Roça barroca, de Josely Vianna Baptista

DOI
https://doi.org/10.22456/2594-8962.89143
Enviado
dezembro 21, 2018
Publicado
2018-12-21

Resumo

O objetivo deste artigo é ler três poemas da segunda parte do livro Roça barroca da poeta, ensaísta e tradutora brasileira Josely Vianna Baptista (2011).  Nesta leitura dos poemas de Baptista apresenta-se a importância de se ler o passado com o presente, para dar visibilidade às sutilezas dos poemas que nos revelam a convivência de saberes diversos e o respeito à palavra. Portanto, para ler seus poemas partiu-se de um método anacrônico como procedimento de leitura do Barroco. Tal método permitiu ora ler o viés político-poético do poema, ora, o viés da palavra-imagem, e, além disso, contribuiu para se repensar como o presente está impregnado dos traços do passado. Por isso, o referencial teórico desta análise inclui, por um lado, os estudos sobre o anacronismo advindos das pesquisas sobre a imagem que podemos ler em Georges Didi-Huberman (2015), assim como, dos estudos sobre o Barroco de Walter Benjamin (1984); por outro lado, as considerações sobre as collages visuais e verbais de Kurt Schwitters, realizadas por Haroldo de Campos (1969) também contribuem para a presente análise. A leitura desse Barroco sobrevivente será o dispositivo, como diria Giorgio Agamben (2005), para se pensar e discutir quais as características do Barroco que ainda se fazem presentes na contemporaneidade, em especial no trabalho poético/político de Josely Vianna Baptista.

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