A herança judaica tornou-se muito presente na literatura ocidental sobretudo desde os anos 1970. Escritoras como Tatiana Salem Levy e Régine Robin, não sendo religiosas, discutem em seus livros a permanência da judeidade, revelando alguns conflitos de geração, a fidelidade à religião ancestral, ou seja, o devir judeu: como cada um se coloca em relação ao passado e ao futuro, como cada um se transforma ao longo da História tendo em seu horizonte um saber e uma tradição a serem preservados. A pluralidade identitária é um dos aspectos privilegiados já que, por causa da diáspora, os judeus adquiriram múltiplas identidades, conservando a herança comum.