Este artigo evidencia uma postura comparatista que exige do critico a consciência do seu locus enunciativo com sua natureza híbrida, envolvendo análises multi/interdisciplin ares e politico-culturais. O atual momento político solicita reconfi gurações de estratégias e repactualizações. As redes, na atualidade, são planetárias, e envolvem desde as esferas dos recortes do conhecimento até às da geopolítica. Confi guram um mundo de fronteiras múltiplas e as questões identitárias devem ser vistas no plural. Nesse sentido, surge uma outra tendência comparatista, a da chamada “Literatura Mundo”. Se a teorização pós-colonial tem mostrado inclinações genericas para questões politico-sociais, a delimitação do chamado lócus enunciativo e de sua historicidade é imprescindível para uma crítica que pretenda afastar-se da generalidade. É a forma, e a pesquisa universitária tem considerável peso nisso, de se atenuar a hegemonia estabelecida, a continuidade das assimetrias dos fl uxos culturais e também a legitimidade do poder simbólico hegemônico a elas associado.