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Artigos

Vol. 20 N.º 33 (2025): Les vérités de La Palice: 50 Anos

Um jacobinismo da consciência: a autocrítica de Pêcheux sobre o sujeito-ego e o aporte freudiano em 'Les Verités de La Palice'

DOI
https://doi.org/10.22456/2594-8962.151125
Enviado
outubro 22, 2025
Publicado
2025-12-24

Resumo

No apêndice da edição brasileira de “Semântica e discurso” intitulado “Só há causa daquilo que falha ou o inverno político francês: início de uma retificação”, Pêcheux faz uma autocrítica por pensar ter dado a entender que se concentrou em excesso na esfera egóica do sujeito. O problema reside em que essa esfera promoveria um “jacobinismo da consciência”, ao fazer parecer que o sujeito-ego estaria apartado de dimensões do inconsciente como o chiste, os lapsos de palavra e de pensamento. Este artigo parte dessa autocrítica e resgata em Freud a questão do traço inconsciente. Isto se justifica porque, para debater a inscrição do significante na assunção do sujeito no entremeio do deslizamento (de sentido), Pêcheux faz uso da noção de pré-construído creditada a Paul Henry e também, assim argumentamos, ao relacionar esquecimento e recalque também incorpora o pressuposto freudiano de que o traço nunca é apagado. Sem marcação de origem, o traço faz o sentido ser produzido em um certo non sens, o qual faz prevalecer a metáfora sobre o sentido. Neste artigo, essa asseveração é retomada em termos das elaborações freudianas em diversos de seus textos e alguns comentadores de sua obra.

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