Este trabalho procura, no primeiro momento, dar notícia da profundidade analítica e amplitude de perspectiva de dois livros clássicos de Raymundo Faoro, Os donos do poder e A pirâmide e o trapézio, nos quais Machado de Assis têm posição crucial. A seguir tratamos de analisar dois ensaios do jovem Raymundo Faoro publicados na Revista Quixote, os dois textos dedicados à obra de Simões Lopes Neto e de Ramiro Barcelos/ Amaro Juvenal, a demonstrar já então sua autonomia intelectual e lucidez ao estabelecer nexos entre a ficção e o processo social.