Este estudo é uma reflexão em torno de questões fundamentais na afirmação histórica de paradigmas construídos na África e sua ruptura. Parte do reconhecimento da impossibilidade de situar-se criticamente diante das literaturas africanas de língua portuguesa sem que se considerem as estruturas políticas, sociais, econômicas, culturais e suas especificidades locais. Nesse sentido, traça um percurso crítico do colonialismo ao protonacionalismo e aos nossos dias, revelando a literatura como representação simbólica de resistência, subversão e superação histórica.