Professora Titular III da Universidade de Passo Fundo (UPF) no curso de Letras e no Programa de Pós-graduação em Letras da UPF. Possui doutorado em Linguística Aplicada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2014); mestrado em Letras pela Universidade de Passo Fundo (2005); especialização em Tradução do Espanhol ao Português e Português ao Espanhol pela Universidade Gama Filho (2009); especialização em Língua e Literatura Espanhola pela PUCRS (2002); e graduação em Letras com habilitação em Espanhol e Português pela Universidade de Passo Fundo (1999). Ministra disciplinas em Linguística, Leitura e Produção de Textos, Língua Espanhola, Práticas e Estágios Supervisionados e atua nos seguintes temas de pesquisa: educação, aprendizagem de língua espanhola/ línguas estrangeiras, leitura, formação docente e práticas escolares. Atualmente, participa dos grupos de pesquisa: Linguística e Ensino de Língua (UPF), Ensino de Literatura (UPF) e Ensino e aprendizagem de línguas: uma abordagem quantitativa (UNIPAMPA) .
Este estudo possui como objetivo compreender a sensação de infamiliaridade inerente ao aprendizado do Espanhol enquanto uma segunda língua por indivíduos adultos. Ainda que guarde consideráveis semelhanças com o léxico do português brasileiro, a língua espanhola apresenta diferentes sentidos, mas comuns aos falantes de tal idioma, e que são estranhas ao falante estrangeiro, especialmente aqueles que, já adultos, se voltam ao aprendizado do Espanhol enquanto segunda língua. Para tanto, nossa base teórica está fundamentada no ensaio Das Unheimliche, ou O infamiliar (1919), de Sigmund Freud, uma vez que as contribuições postuladas pelo autor no referido texto podem lançar luz às pesquisas acerca do ensino e aprendizagem de uma língua estrangeira, em especial, como é o intuito deste trabalho, na aquisição da língua espanhola por adultos, tendo em vista que, em comparação com falantes de Português enquanto língua materna, a língua espanhola propicia a relação direta desse indivíduo com os falsos cognatos presentes nesta segunda língua, e esse contato feito pelo aprendiz da língua estrangeira parece ser um representante claro da sensação de infamiliaridade e estranhamento defendida por Freud em seu texto.