O artigo discute criticamente, no âmbito do materialismo histórico, a relação entre prática política e materialidade sócio-histórica, visando superar os modelos que neutralizam as forças produtivas e a disciplina capitalista de empresa e que acabam substituindo um intelecto político-formal por um intelecto administrativo-gestorial. Considerando que a prática política ocupa um lugar central na conformação das classes sociais, propõe-se aqui caracterizar esta “conformação” enquanto vertreten, representação, agenciamento, e este “lugar central” em meio a processos de deslocamento e desidentificação frente às formas históricas e discursivas de assujeitamento e ordenamento dos corpos sociais. As principais contribuições teóricas mobilizadas provêm de Michel Pêcheux, João Bernardo, Jacques Rancière e Gayatri Spivak.
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