O texto trata da confi guração discursiva de enunciados humorísticos sobre gênero na rede social Twitter, considerando o jogo de relações que caracterizam as (im)possibilidades enunciativas, “previstas” no arquivo, visto como a lei do que pode ser dito e, consequentemente, do que não pode ser dito. Essa regularização dos enunciados que defi ne o processo discursivo humorístico, muitas vezes, apresenta-se como transgressão, como descontinuidade dos sentidos que formam uma determinada região do arquivo, ou seja, uma formação discursiva, o que, em termos pecheuxtianos, poderia ser sintoma da apreensão do processo significante da interpelação ideológica. Todavia, trabalha-se, neste artigo, o humor autenticando enunciados que conjuram o “sortilégio”, presente no ritual ideológico, de manutenção de uma determinada ordem social em que prevalece o androcentrismo.
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