Partindo da leitura de F. Hölderlin, esse artigo propõe uma outra leitura do diálogo entre Édipo e Tirésias. Essa cena não põe em cena a cegueira do protagonista diante dos signos secretos do oráculo, mas dramatiza a intriga de Tirésias que procura suprimir a memória afim de ocultar o fracasso de seu próprio envolvimento na exposição do filho real – isto é, seu fracasso na função de vate.